A M A R U M E
Do cerne do lodo,
Manifesto como um todo,
Um ato deformado,
Ao coração afetado
Ensurdece e mascara.
Egresso de mar profundo,
Do reles do mundo,
Bate muito e muito forte,
Dói tanto, mais que a morte,
Empalidece e escancara.
Enfarta a alma, a destrói,
Enfada o caráter, o corrói,
Revolta os ares e os mares,
Desfaz lares e pares,
Ensandece e desampara.
Iceberg à deriva
Não há quem, a ele, sobreviva;
Esgueira-se quem o procura,
Não há remédio e nem há cura,
Arrefece mas não sara.
Não o digo adjetivo,
Nem o quero substantivo;
Quem o sente, enlouquecido,
Tem o raciocínio empedernido
E então perece e para.
Não se dê atenção,nem destaque,
Nem cartola, nem fraque,
Nem louros, nem pódio,
O sentimento do ÓDIO
Desmerece e separa
E só merece :- vara !
F.V.17/07/2003 MARCOS RS RAMASCO.
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